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Produção renovável abastece 59% do consumo de eletricidade nos primeiros 10 meses do ano

 

A produção renovável abasteceu 59% do consumo de eletricidade em Portugal nos primeiros 10 meses do ano, repartida pela hidroelétrica com 25%, eólica com 24%, biomassa com 6% e fotovoltaica com 4%. A produção não renovável abasteceu 31% do consumo, repartida por gás natural com 29% e carvão com 2%, enquanto os restantes 10% foram abastecidos por importação.

No período já decorrido do ano, o índice de produtibilidade hidroelétrica registou 1,09 (média histórica igual a 1) e o de produtibilidade eólica 0,97 09 (média histórica igual a 1).

Em outubro, o consumo de energia elétrica registou uma contração homóloga de 0,9%. Corrigindo os efeitos de temperatura e número de dias úteis, verificou-se uma variação positiva de 0,3%. No período de janeiro a outubro o consumo cresceu, face ao mesmo período do ano anterior, 1,5%, ou 2,2%  com correção de temperatura e dias úteis. Relativamente a 2019, registou-se uma quebra de 1,9%.

Ainda no mês de outubro, as condições foram negativas para a produção renovável, com o índice de produtibilidade hidroelétrica a registar 0,52 (média histórica igual a 1), e o de produtibilidade eólica a registar 0,87 (média histórica igual a 1). A produção renovável abasteceu 44% do consumo, a não renovável abasteceu 34% enquanto os restantes 22% corresponderam a energia importada. 

No consumo de gás natural acentuou-se a tendência de quebra registada nos últimos meses, com uma contração homóloga de 15% em outubro, face a idêntico período do ano passado, resultado de quebras de 10% no mercado de produção de energia elétrica e de 18%, no segmento convencional, que abrange os restantes consumos.

No período de janeiro a outubro, o consumo de gás natural registou, face ao período homólogo do ano anterior, uma variação negativa 4,7% com o segmento convencional a registar uma variação positiva de 1,8%, mas com o segmento de produção de energia elétrica a recuar 16%. Relativamente ao mesmo período de 2019, registou-se um recuo de cerca de 6%.