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REN, EDP, Fundação Calouste Gulbenkian e La Caixa/BPI são primeiras entidades a apoiar ventilador pulmonar português

 

A REN - Redes Energéticas Nacionais, a EDP, Fundação Calouste Gulbenkian e a La Caixa/BPI são as primeiras entidades a apoiar o projeto ventilador pulmonar português, desenvolvido no CEiiA com a comunidade médica e científica em resposta à emergência nacional e global de saúde causada pela Covid-19.

A associação destas fundações e empresas ao projecto Atena é decisiva para os hospitais portugueses disporem já em Maio de 100 unidades do modelo de ventilador mecânico invasivo concebido e desenvolvido para salvar a vida de quem entra em falência respiratória aguda.

"O envolvimento destas quatro entidades foi determinante para reforçar a nossa capacidade de resposta no desenvolvimento destas primeiras 100 unidades. Temos consciência de que se trata de uma meta ambiciosa mas temos um desafio maior pela frente, o valor da vida, e para isso é necessário que existam nos hospitais os ventiladores necessários para que não seja necessário fazer escolhas em função da idade", explica José Rui Felizardo, CEO do CEiiA-Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.

Os números da Organização Mundial de Saúde, segundo os quais 14% dos infetados com Covid-19 têm pneumonia e 5% dos doentes evoluem para um estado muito crítico dos pulmões são vidas a salvar.

O trabalho conjunto entre engenheiros do CEiiA, intensivistas, pneumologistas, anestesistas e internistas de hospitais públicos e privados do Norte e Sul do país e a Escola de Medicina da Universidade do Minho para conceber e desenvolver o novo ventilador chegou à fase de protótipo funcional, para teste com pulmões artificiais, cumprindo todos os requisitos funcionais definidos pela comunidade médica. Este projeto resulta de três semanas de cooperação em que o CEiiA reorientou e emprestou à comunidade médica a sua capacidade de engenharia para o desenvolvimento de meios e equipamentos considerados decisivos no combate à doença.

A decisão de avançar com um ventilador mecânico invasivo para responder a todas as situações de falência respiratória aguda, incluindo os casos mais graves como os da Covid-19, tem do ponto de vista técnico e de segurança vários requisitos:
- controlar todos os parâmetros essenciais para responder à doença respiratória aguda (volume corrente, frequência respiratória, FiO2, PEEP, rácio I:E, pressão de suporte, trigger, ciclagem)
- emitir alarmes críticos à monitorização do paciente (pressão pico, pressão fim expiração, pressão fim inspiração, volume minuto, frequência respiratória)
- funcionar a partir da rede de gases hospitalar ou de botijas (versão portátil). 


Entre as características também definidas e validadas pela comunidade médica estão ainda a sua utilização fácil e intuitiva, de fácil movimentação, seguro e fiável e também simples de limpar e descontaminar. Em termos técnicos, deve garantir o seu funcionamento contínuo sem falhas por um período mínimo de 15 dias, 24 horas por dia, e ser compatível com outros componentes médicos.

Este desafio colectivo de criar e produzir um ventilador pulmonar decorre da recomendação da OMS para que os países obtivessem equipamentos ventiladores pulmonares para responder a esta emergência de saúde sem precedentes, mas também decorre da responsabilidade especial da ciência e da tecnologia encontrarem respostas, do envolvimento de quem usa e sabe de medicina, de experiência em engenharia de desenvolvimento, mas sobretudo de cooperação e planeamento, de dedicação e compromisso. Para a comunidade crescente de profissionais envolvidos neste projeto, há um mesmo sentido: "por ti, por nós, por todos".